domingo, 13 de janeiro de 2013
O Amor
Conveniência, carência. Medo, preguiça.
Domínio, comodismo, esquecimento. Aprendizado, sexo.
Interesse, expectativa. Amizade, safadeza, apego. Troca.
Inveja, leviandade. Sonho, piedade. Esperança, saudade. Falta.
Obsessão, paixão, solidão, admiração, submissão, tesão. Solução, possessão. Pressão, não-saber-dizer-não.
Já vi e senti tanto esses nomes quanto tantos outros, mas verdadeiramente nenhum desses é amor.
Amor não é físico e se engana quem pensa que é mental. Amor não é a espera, mas também não é o arrepio da chegada. O amor não é o frio na barriga.
O amor é o sacrifício, é a doação, é sair do centro de si mesmo e caminhar rumo ao centro de outra pessoa. É essa disposição.
O amor é, na verdade, indefinível, não nasce de nenhum manual. Por isso é "incondenável", não possui mácula, não há pecado quando se ama. O amor não é sentimento, é ação.
O amor é dor. É fogo, e como tal, esquenta e machuca, protege e ameaça. Tira do conforto. Por isso é eterno e, mais do que sobreviver ao tempo, sobrevive aos humores e até mesmo às pessoas.
Haja o que houver, no fundo o que deve sobrar é o amor. É o único ação que vale a pena até o fim.
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