não tente me colocar em uma caixa, num padrão, não sou reto.
me alegro na inconstância, visivelmente caótico.
penso, penso e, de pensar, decido: ser o improvável.
faço minha vida em saltos de bungee jump sem corda.
sem garantias, sem futuro e, portanto, sem maiores riscos;
é meu jeito de chegar ao final e dizer: "tudo deu certo".
corro atrás de visões, vejo somente de relance, toneladas de pensamento fugaz.
escrevo meu futuro em cima de um monte de probabilidades que, de tão impossíveis, me definem.
o que eu sou, totalmente não sei, me defino pequeno.
sou a fragilidade de não ter proteção, sou o medo de ser sincero, sou um coração vagabundo.
sou carnaval, sou paixão, sou explosão. sou a risada espontânea, o plano maluco, a ideia inconsequente.
sou aquela resposta que veem depois que a discussão acabou, l'espirit des escaliers.
sou aquela palavra na ponta da língua que muitos desistem de falar.
sou aquela emoção que de tão forte parece física, sou o ímpeto de ser livre.
Bravo! "A felicidade não é para os covardes" e nem "é bem que se mereça" (J. Forbes)
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