Não tenho medo do que falta, mas temo o que sobra.
Vai sobrar gente que eu não vou poder conhecer.
Vão sobrar lugares que eu nunca vou poder ver.
Vão sobrar cafés, cervejas, cachaças que eu não vou degustar.
Sempre sobram aquelas horinhas no fim do dia onde não dá pra fazer nada.
Já sobram aqueles livros que eu comprei e nunca tenho tempo pra ler.
Sobram também aquele vinis que eu comprei no Rio e sempre não dá pra ouvir.
Eu talvez nem faça falta, mas vai sobrar um lugar na mesa.
Sobra saudades da pequena. Sobra vontade daquele beijo que eu nunca vou esquecer.
Não que sempre faltem abraços, mas às vezes parece que sobram braços.
Sempre parece que não me falta o tempo, mas que me sobram as oportunidades, as vontades.
Ainda sobra algo aqui dentro.
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