terça-feira, 27 de novembro de 2012
Nunca
Te escrevi algo, e isso está sendo recorrente, mas você não vai ler, nunca.
Não vai porque ando falando demais, escrevendo demais.
Porque tenho pensado demais, porque tudo está sendo demais e esse provável exagero já me cansa.
Nem sempre estar feliz é sinal de que tudo vai bem. Às vezes é só comodismo mesmo. Será ?
Não vai ler porque preciso aprender que me expressar pode até ser bom, mas nunca é agradável. Principalmente pra mim.
Nunca vai porque as suas respostas não andam tendo a mesma velocidade das minhas perguntas, e isso me confunde.
Confunde porque eu sempre quero mais, porque eu sou sincero, visceral, intempestivo, emocional. Em resumo, porque eu sou um chato.
Não vai ler porque tem que se trancar algo, não é bom deixar o coração voar tão leve por aí. Solto.
Você nunca vai ler. Só quando tudo isso passar. Amanhã, talvez. Hoje mais tarde. Se você pedir. Se eu não conseguir segurar, quem sabe.
Mas vai ser no momento em que ainda ressoar, confirmando, a vontade de te dizer tudo aquilo que o coração esperneia, contorce e grita, mas a cabeça não acompanha, insistindo em dizer que a dor pode ser grande demais.
Se todo o problema fosse medo de se entregar, de talvez ter que aguentar a dor, seria fácil demais. Já aprendi a lidar.
Não tenho medo de sentir, seja o que for, mas tenho medo de estar só.
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