sexta-feira, 3 de maio de 2013

Cacos


"E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola".
Por você eu venderia a minha televisão de 42 polegadas, mesmo que eu ainda deva 3 meses pra Casas Bahia.
Abandonaria minha cama e meu cobertor, dormiria debaixo de uma marquise numa esquina de uma cracolândia qualquer, mas só se for com você do lado pedindo esmola.

Não se faz amor de verdade quando não se abre mão.
Mão da sanidade, de tempo, de um pouco de si mesmo, da mais arreigada convicção.
O amor não se faz com duas pessoas inteiras, mas com cacos de dois, numa cola que resiste a qualquer "não".
Só assim parece real, não é só vaidade, não é em vão.

Por você cancelaria aquela viagem de fim de ano. Venderia meu corpo, ou alugaria.
Gastaria, se necessário, todas as poupanças. Gastaria contigo todas as minhas energias, até o fim.
Trabalharia em um cubículo de escritório por 8 horas seguidas, de segunda a sexta, e nem sequer me mataria. Que absurdo!
Esqueceria alguns dos meus ideais, mudaria alguns planos, escolheria você ao invés de mim.

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