segunda-feira, 8 de julho de 2013

Noites Cariocas II

Você foi a minha musa nessa roda, por duas ou três músicas, sei lá, muito bêbado pra lembrar.
Mas me encantou e me inspirou pra escrever sobre a gente daí. Seu nome eu não sei, ou "uísqueci". Não faz diferença, vou falar do que lembro e vi.

Começa por fora, no dourado da pele, naquela curva da cintura, parece que a pele exala a felicidade da praia estar sempre ali, cheiro de sal e a textura da areia.
Cabelos, ao vento. Pra quê se preocupar com cor, com estar ou não seguindo um padrão. É linda sendo você mesma.
Mas nem é beleza só de fora.

Como tudo, depois se interioriza. Personalidade linda, energia sempre positiva.
Sorriso que transparece sinceridade, felicidade, tranquilidade. Que desnuda a sua alma e lava a dos que te olham, hipnotizados.
Cabeça clara, mente aberta, sem medo do amanhã. É visível pelo seu modo de conversar.
Maravilhei-me pela sua abertura comigo, que não sou tão carioca assim, mas tento.
E ainda tem aquele sotaque, ai. O sotaque sempre me pega.


Acho que sou um pouco carioca de alma, de samba, de ter o pé no chão e a cabeça nas nuvens.
Sou inteiramente carioca de saudade, de um coração que pulsa por esse canto de Brasil.
Sou de alma, inteira, que dói quando demora chegar aí. E que dói, mais ainda, de vontade de ficar.
E de ficar em ficar, aí sempre estou.
Talvez um dia nossos caminhos se cruzem e de musa inspiradora por três músicas, você seja de uma roda de samba inteira. Quiçá da vida. Uma carioca pra chamar de minha.

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